Dicas do homem “mais feliz do mundo”

Em 2020, Matthieu Ricard, um francês de 74 anos, doutor em biologia molecular e monge budista do mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling, no Nepal, e assessor pessoal do Dalai Lama, foi entrevistado sobre o resultado das pesquisas realizadas pelos cientistas da Universidade de Wisconsin, nos EUA, que estudaram a sua mente.

 

Os pesquisadores fizeram ressonâncias magnéticas nucleares com duração de até três horas no cérebro de Matthieu. Foram conectados cerca de 256 sensores em sua cabeça para analisar o seu nível de estresse, irritabilidade, aborrecimento, prazer, satisfação e muitas outras sensações. O mesmo procedimento aconteceu com centenas de voluntários. O objetivo era medir o nível de felicidade de cada um.

Além de ter o maior resultado entre todos os participantes, o mais interessante é que Matthieu alcançou um nível de felicidade muito superior limites estabelecidos pelo estudo, por isso ganhou o título de "homem mais feliz do mundo".

Na entrevista foi perguntado como você se sente com esse título e a sua resposta foi um novo questionamento: “Como alguém pode saber o nível de felicidade de 7 bilhões de seres humanos? Não faz sentido, certamente não do ponto de vista científico.”

Mas a base dessa pesquisa está associada à um experimento com pessoas passaram muito tempo meditando e apresentaram ao meditar uma magnitude de ativação em certas áreas do cérebro sobre compaixão, mas não felicidade, mais alta do que havia sido detectado até então na neurociência.

Porém, Matthieu diz que a felicidade não é simplesmente uma sucessão interminável de sensações prazerosas, ela está mais para uma forma ideal de ser que resulta do cultivo de muitas qualidades fundamentais, como altruísmo, compaixão, liberdade interior, resiliência, equilíbrio emocional, equilíbrio interior, paz interior e outras.

Também, diferentemente do prazer, todas essas qualidades são habilidades que podem ser cultivadas por meio da prática e do treinamento de nossa mente.

Perguntado sobre qual é o segredo da felicidade, ele considera que está no altruísmo e compaixão e que a busca da felicidade egoísta não funciona, é uma situação em que todos perdem. - “Você torna sua própria vida miserável, enquanto torna a vida dos outros miserável.”

Já com o altruísmo todos ganham, sendo o que o objetivo é levar felicidade aos outros e remediar seu sofrimento e, como resultado, a pessoa sente grande felicidade por ser gentil e benevolente.

Agora sobre aquilo causa sofrimento, Matthieu explica sobre a nossa relação como que desejamos, ele dia que não há nada errado. “Não é o desejo como tal e a riqueza que causam sofrimento, mas nosso apego a eles.”

No momento em que se tem apego, o apego e a obsessão se instalam, você pode ter certeza de que o tormento virá. O problema está em se apegar, em ficar viciado por algo.

Já sobre a tristeza foi perguntado se é algo que criamos em nosso cérebro ou é a sociedade que nos faz infelizes, como resposta ele considera que a felicidade não está só na nossa mente e que qualquer um pode ser a pessoa mais feliz do mundo. Para isso basta ser gentil, compassivo, aberto aos outros e se sentindo facilmente satisfeito com as condições externas.

Parece que esses são os passos para você cultivar a sua felicidade e diminuir a tristeza. Aqui no Instituto Equilibrando o Curso Maestria do Ser busca seguir esses passos. Vejo você lá.

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